domingo, 1 de julho de 2007

DELTA FORCE

1ª DESTACAMENTO OPERACIONAL DE FORÇAS ESPECIAIS - DELTA -(1SFOD-D)
GRUPO DE APLICAÇÕES DE COMBATE - COMBAT APPLICATIONS GROUP - CAG


INTRODUÇÃO:
A função tradicional das guerras é mudar um estado existente de poder. No início dos anos 1970, uma forma nova de guerra, ou talvez um modo novo de praticar uma forma muito antiga da guerra, emergiu - o terrorismo de estado. Nações que não eram militarmente poderosas aprenderam a usar táticas terroristas para alcançar objetivos e concessões que elas nunca poderiam ganhar por meios diplomáticos ou militares.
Quando esta nova forma de guerra começou, os Estados Unidos não estavam preparados para enfrentá-la. Não possuía uma política nacional nem capacidade de inteligência para prever atos de terrorismo, nem qualquer força militar treinada de forma adequada e preparada para as ameaças terroristas. Embora os Estados Unidos fossem a nação mais poderosa do mundo, suas capacidades militares estavam enfocadas apenas na União Soviética.
Em 1972, atletas israelenses foram massacrados por terroristas de Setembro Negro nas Olimpíadas de Munich. Esta tragédia poderia ter sido evitada se os guardas alemães tivessem habilidade para abater os terroristas quando eles conduziram os reféns pela pista do aeroporto. Os israelenses consideraram profundamente esta lição e em 4 de julho de 1976, 86 pára-quedistas israelenses aterrissaram no Aeroporto de Entebbe em Uganda. A missão deles era salvar os passageiros de um avião da Air France seqüestrado oito dias atrás por um comando palestino. Em uma questão de minutos, os pára-quedistas tinham salvado os 95 reféns e tinham matado 4 terroristas - entretanto às custas das vidas de dois reféns e do comandante dos chefe dos pára-quedistas israelenses. As notícias do resgate correram o mundo inteiro - e mostrou mais ainda a insuficiência americana em lidar com este tipo de problema. Esta verdade já tinha vindo a tona em Maio de 1975: Foram mortos 41 fuzileiros navais americanos em uma tentativa para salvar a tripulação de 39 homens do navio mercante americano Mayaguez depois que este foi capturado Governo cambojano. A tentativa de resgate falhou. Estes incidentes indicaram claramente que os Estados Unidos estavam desprevenidos para lidar com situações de reféns.

Em meados dos anos 70 três homens do Governo americano começaram a instigar pela criação de uma unidade de elite "especial "para lidar com esta ameaça não convencional: Ten. General Meyer, Diretor de Operações do Exército, o Maj. General Kingston, Comandante das Forças Especiais do Exército e Robert Kupperman, responsável pela Agencia de Controle de Armas e Desarmamento, que estava realizando um estudo sobre terrorismos para o Governo. Eles acreditavam que pouco apoio seria encontrado para o desempenho das missões da nova "unidade de elite" entre os serviços, e até mesmo dentro de todo o Exército e que toda a tecnologia na qual o Exército estava investindo tão pesadamente - tanques, helicópteros, projéteis de defesa de ar, portadores de pessoal blindados, e toda a maquinaria do campo de batalha de moderno - era de pouco valor na guerra contra terroristas. A oposição ao projeto originou-se principalmente de duas fontes: um preconceito contra unidades de elite como tal - elites nunca foram populares no exército norte-americano - e a percepção que a unidade roubaria recursos e capitais disponíveis da estrutura da força existente. O Ten. General Meyer apresentou o conceito desta unidade de missão especial para o Chefe de Pessoal do Exército General Bernard Rogers. Esta unidade deveria ser a primeira força de contraterrorismo americana. Porque era esperado que lidasse com as situações de crise mais complexas, teria capacidades como nenhuma outra unidade militar. Seria organizado com três esquadrões operacionais e um esquadrão de apoio; e seria composto de homens do exército com maturidade especial demonstrada, coragem, motivação, e a habilidade física e mental para reagir na solução de todo tipo de situação de crise adequadamente.

O Exército ativou a unidade oficialmente em 21 de novembro de 1977, mas ocupou outros dois anos para desenvolver as táticas e procedimentos requeridos para a missão projetada da unidade. Foi batizada de 1º Destacamento Operacional de Forças Especiais (1st Special Forces Operational Detachment Delta - 1st SFOD-Delta -1SFOD-D. Mas oficialmente este nome na existe, e o grupo - Porém a chamam também de Combat Applications Group - CAG). O comando da nova unidade de elite foi entregue ao coronel do exército Charlie Beckwith, que serviu no SAS britânico nos anos de 1962/63, durante um programa de intercambio, e que ao retomar ao exército norte-americano sempre teve em mente a criação de uma organização com o mesmo estilo, ideais e funções.

É importante não confundir a Força Delta com o Delta Project, Detachment B-52, que foi uma Força Especial enviada ao Vietnã em meados da década de 60 e que também, em certa ocasião, foi comandada pelo mesmo Coronel Charlie Beckwith. Esta era uma organização totalmente diferente e com um conceito bastante distante da atual Delta.

Nota: O coronel Beckwith morreu em 13 de junho de 1994, de problemas cardíacos. Ele tinha 63 anos.

ORGANIZAÇÃO:
A Força Delta está aquartelada em Fort Bragg, Carolina do Norte. Seguindo o padrão SAS, que é considerado ainda hoje o mais perfeito do mundo, a Força Delta é dividida em esquadrões que são por sua vez subdivididos em tropas. As tropas são sempre compostas de 16 homens, fortes física e mentalmente, capazes de operar tanto como tropas ou em 2 grupos de 8, 4 grupos de 4 ou 8 grupos de 2 elementos. Nos estágios iniciais, havia apenas um esquadrão, o Esquadrão A, que dividiu-se em 2, formando, então, o Esquadrão B, no início de 1979. Hoje a Força Delta consiste de três esquadrões ( A, B e C, que foi criado pouco antes da Guerra do Golfo) de 75 homens cada, comandados por um tenente coronel.

O esquadrão Sabre, como é chamado, é composto por sua vez de tropas de quinze a vinte e um homens cada uma, que podem ser subdivididas em equipes de quatro a seis homens. Todos são sargentos, dos mais variados níveis. Estas equipes são organizadas ao longo das linhas de ação, mas são geralmente associadas com uma especialidade específica, tal como mergulho, HALO, ou escalada de montanha e possuem uma cor código que lhe atividade, como tropa aérea ou de barco.

Os homens que fazem parte da Força Delta são designados operadores, devido algumas situações legais e políticas. Eles não podem ser chamados de operativos por causa de conotações de espionagem ligadas a CIA. E o termo agente tem também algumas restrições legais.

A Força Delta também possui um pelotão de comunicações (sinaleiros), um pelotão de aviação, dotado de doze AH-6 de Ataque e MH-6 de Transporte, que muitas vezes usam cores civis e n° de registros falsos para suas operações secretas. Apesar de possuir este pelotão a Delta sempre pode contar em suas operações globais do apoio do 160th SOAR - (Special Operations Aviation Regiment - Airborne - Regimento de Operações Especiais de Aviação - Aerotransportada), com seus MH-6/AH-6, MH-60/AH-60 e MH-47.

A Força Delta também tem um pelotão especial conhecido como "Funny Platoon". Este pelotão é responsável pelo trabalho de inteligência, e é a única unidade das Forças Especiais do Exército a incluir operadores femininos em funções de combate, este pelotão sempre se infiltra antes em um país onde a Força Delta vai operar, com o objetivo de recolher dados de inteligência.

A Força Delta também possui unidades menores responsáveis pela seleção e treinamento, logística, finanças, exigências médicas da unidade, pesquisa e desenvolvimento, tecnologia e eletrônica. Apesar de ter o seu próprio apoio aéreo de helicópteros a Força Delta conta também com os serviços das aeronaves do Exército (especialmente do 160th SOAR) e da USAF (quando necessário). Acredita-se que a Força Delta tenha cerca de 300 a 400 (alguns dizem até 800) operadores sendo que a metade disto é de combatentes.
Estrutura de comando: Postos e exigências
Oficial comandante do SFOD-D: Coronel.
Oficial executivo (XO): Tenente Coronel.
Chefe de esquadrão: Ten. Coronel.
Chefes de Diretórios (Administrativo/Inteligência/Logística/Operações/Suporte): Ten. Coronéis.
Chefes de tropa: Capitães ou Majores, mais um 1° Sargento.
Chefes de esquadra: Sargentos seniores.
SELEÇÃO:
Os critérios para os candidatos são os seguintes:
* Homem (exceções para o "Funny Platoon").
* Voluntário.
* Cidadão americano.
* Entre 22-26 anos.
* Qualificado no teste de aptidão física do Exército (APTF) - FM 21-20.
* Qualificado na avaliação psicológica.
* Qualificado na investigação de seu passado.
* Qualificado para operações aerotransportadas ou voluntário para treinamento aerotransportado.
* Mínimo de dois anos ativo em sua unidade.
* Esteja entre os graus de E-5 (o Sargento) e E-7 (o Sargento Primeiro Classe) para graduados ou caso seja um oficial, entre O-3 (Capitão) e O-4 (Major) com pelo menos 1 ano de sucesso de comando a nível de companhia para oficiais.
* Os graduados devem ter Advance Course e os oficiais devem ter um título de B.S. ou B.A.
A maioria dos candidatos para Força Delta vem de unidades de elite do Exército americano como os Rangers e os Grupos das Forças Especiais, porém os candidatos podem ser tirados de qualquer unidade do Exército, inclusive da Reserva do Exército e da Guarda Nacional ou de outros serviços. Inicialmente os candidatos são selecionados normalmente de três modos. O primeiro destes acontece em resposta aos anúncios feitos pelo Exército em suas bases. O segundo método está relacionado a recomendações pessoais de fontes cujas opiniões são importantes aos recrutadores da Força Delta. E finalmente, em situações em que a unidade requererá as habilidades de indivíduos que poderiam não ser encontrados em uma das duas primeiras categorias.

Se os comandantes da Força Delta sentem que um indivíduo seria uma valiosa adição ao 1SFOD-D, como por exemplo um atirador particularmente eficiente - 90% de acertos a 914 metros do alvo - um homem fluente, por exemplo, nos dialetos curdos falados no norte iraquiano - ou alguém que possui grandes habilidades técnicas que serão úteis para futuras operações,
um representante da Força Delta especialmente escolhido será despachado para entrevistar aquela pessoa e se a avaliação for positiva são convidados a participarem do recrutamento. Se aprovados os candidatos deverão se comprometer em servir durante três anos na unidades. Eles recebem um soldo apenas 30% acima do padrão. Todos os membros da Delta usam pagers para serem acionados a qualquer momento.

A Força Delta propositalmente relaxa com alguns padrões militares, e seus membros podem usar em alguns momentos cabelo longo, brinco, barba, etc., para ajudar em operações secretas. Todos os membros da Delta e as suas famílias possuem determinadas histórias de cobertura para impedir que a sua relação com a unidade seja descoberta. Todos os membros do 1SFOD-D estão no nível mínimo de Sargentos (E-5), para os graduados ou de Capitães (O-3) para os oficiais.

TREINAMENTO:
Durante o tempo em que o comandante da Força Delta foi o Coronel Beckwith, a seleção e os processos de treinamento eram muito similares àqueles usados no SAS britânico. Nas mãos de outros comandantes, estes processos foram refinados e aperfeiçoados de acordo com conhecimentos mais atuais, porém provavelmente sem alterações fundamentais. Informações colhidas dizem que nenhuma despesa foi poupada na implantação do 1SFOD-D e foram construídas numerosas instalações de tiro (tanto para combates aproximados como para tiros distantes de franco-atiradores), uma piscina nos padrões olímpicos, tanque de mergulho e paredes para se praticar alpinismo. Como as unidades do tipo Delta não sabem quando e onde serão utilizadas, eles treinam para qualquer eventualidade.

Estas habilidades são aumentadas pelo intercambio com outras unidades do mesmo perfil, em uma troca contínua e programada de treinamentos. Entre as unidades de contra-terrorismo estrangeiras podemos citar: o 22 SAS britânico (como não poderia de ser), o GIGN de França, o GSG-9 de Alemanha, o Sayeret de Israel Matkal/Unidade 269, e o Regimento de Serviço de Ar Especial da Austrália. Tal cooperação íntima com outros grupos provê benefícios inumeráveis, inclusive trocas de novas táticas e equipamentos como também o aumentando das relações que poderão se provar útil em futuras operações pelo mundo. Os cursos de seleção visam principalmente as qualidades individuais em potencial, mas procuram eliminar os aventureiros, pois o indivíduo que quer tomar-se herói, na verdade configura-se como uma ameaça a seus companheiros, para a missão e para si mesmo. É necessário um padrão extremamente elevado de tiro.

Os "snipers" (franco-atiradores), por exemplo, devem conseguir colocar 100% de seus tiros num alvo a 548m, e 90% a 914m; quando citamos alvo, queremos nos referir ao centro, à parte preta. Grande parcela do treinamento é feita utilizando-se equipamento eletrônico e também dentro de construções conhecidas como "shooting houses", para que cada elemento do Delta se tome apto a combater terroristas dentro de residências, cabines de aviões, etc., garantindo, assim, o sucesso da operação.

ARMAS E EQUIPAMENTOS:
Eles têm à sua disposição tudo o que existe de mais avançado tecnologicamente nos EUA e em todo o mundo. A Força Delta também solicita projetos específicos de armas e equipamentos para o cumprimento de suas missões. Entre as muitas armas a disposição da Força Delta nós podemos citar: variantes do fuzil de assalto M-16, especialmente a versão M-4, rifles Remington 870, Mossberg 500, M21, M24 e M21, submetralhadoras da série H&K MP-5, pistolas Beretta M9 e Colt M1911A1, balestras e armas avançadas de ar comprimido atirando dardos, bem como armas eletrônicas, químicas, etc... (quando citamos químicas, nos referimos a espargedores de gás lacrimogêneo). Normalmente por uma questão de logística e manutenção a Força Delta usa armas americanas, mas de acordo com a missão pode usar armas das mais variadas origens, especialmente russas e israelenses.

Os membros do Comando Delta utilizam capacetes com um certa proteção blindada e sob suas vestes, coletes à prova de balas resistentes contra calibres .357 Magnum, 9mm Luger, .45 ACP, .44 Magnum e 12, e com uma placa no centro do tórax em nível 4, protegendo-os de .30-06 AP, 5,56mm AP, 7,62 x 39mmAP, 7,62mm NATO. A Força Delta lança mão dos mais avançados sistemas de comunicação, durante as suas missões os seus operadores podem inclusive usar um sistema de rádio embutido no seu capacete ou se comunicar através de mensagens escritas em teclados montados em seus pulsos. Além disso utilizam facas de combate, e outros equipamentos avançados para sobrevivência, num intrincado mundo tecnológico em que sua ação se faz necessária. Foram emitidas para todos os operadores da Delta licenças federais para porte de armas, que permitem que eles possam viajar armados para qualquer lugar. Eles sempre estão armados.


PRONTIDÃO:
Para manter um esquadrão pronto para a convocação imediata em qualquer lugar do mundo em resposta a um incidente terrorista, instituímos um programa conhecido como "Bowstring" (algo como corda de arco). Os esquadrões revezam-se no Bowstring em ciclos de aproximadamente trinta dias. Enquanto no Bowstring, o esquadrão permanece em Fort Bragg e trabalha em tarefas de treinamento antiterrorista. Esse esquadrão tem acesso prioritário ao campo de tiro e à Casa de Tiro, e também pode tomar emprestados membros dos outros esquadrões se estiver necessitando de homens com determinadas aptidões fundamentais.
A unidade de sinais proporciona uma tripulação de comunicações que permanece com os esquadrões e recebe treinamento de combate para que possa lutar se necessário. Quando estão em um Bowstring, o operador Delta carrega um bipe o tempo todo e não pode se distanciar mais que trinta quilômetros de Fort Bragg.

Normalmente cada esquadrão começa o seu ciclo Bowstring com um alerta prático e procedimento total. Os homens tem um limite de duas horas para reunir a força Bowstring, carregar todos os equipamentos, pesar os veículos carregados, e posicionarmos no estacionamento prontos para irem até a Base da Força Aérea em Pope, o aeroporto adjacente a Fort Bragg. Todos presentes para o serviço pertencentes ao esquadrão que não o Bowstring ficam a disposição para auxiliar de toda maneira possível, e preparar-se em caso de convocação geral. É raro o esquadrão Bowstring não estar pronto para sair em 75 minutos. Os esquadrões da Força Delta permanecem "prontos para a guerra" o tempo todo, 365 dias por ano.
Os esquadrões que não estão em Bowstring ficam com o que se chama de tarefas "isoladas", ou seja, que exigem apenas um ou dois homens de cada vez. Essas incluíam coisas como missões do Departamento de Estado e de Energia, ou a convocação de uma equipe em uma missão estrangeira.

Os operadores Delta também usam seu tempo fora do Bowstring para convocações de treinamento de esquadrão ou tropa como treinamento na selva, no deserto ou no ártico. Os atiradores de elite aproveitam o tempo para atirar em uma competição de tiro em algum lugar ou trabalhar com os atiradores do Serviço Secreto, FBI e de outras unidades militares.
Resumindo, no Bowstring o esquadrão fica perto de casa. Quando o operador não está no Bowstring, viaja. As exceções são as longas missões isoladas ou períodos quando os homens freqüentam cursos de idiomas.

MISSÕES:
As missões empreendidas pelas Forças de Operações Especiais no ambiente de hoje são as mais variadas possíveis, e a Força Delta não é uma exceção. Muitas unidades especiais (inclusive a 1SFOD-D) tiveram suas atribuições originais modificadas consideravelmente por necessidades políticas de suas nações, exigências do alto-comando ou por causa de novas ameaças.

Originalmente criada como uma força antiterrorista a Força Delta rapidamente viu seus operadores sendo usados em missões de combate a guerrilhas na América do Sul, treinando forças antiterrorista do terceiro mundo (Sudão, Honduras, Egito, etc.) ou provendo segurança as embaixadas americanas em lugares de risco (Líbano, por exemplo).

Entre outros exemplos de operações sem o foco terrorista podemos citar a sua participação na Operação Tempestade do Deserto em 1991 na caça aos SCUDs (devido a uma necessidade política para manter Israel fora da guerra) e o seu acionamento para ajudar em operações de pacificação (PeaceKeeping) na Somália (um ambiente de novas ameaças).

Sendo assim a Força Delta cresceu de uma unidade de resgate de reféns para uma força especial de operações altamente secretas, em muitas missões não envolem reféns. A participação da Força Delta em operações dentro dos EUA é algo difícil mas não impossível. Os seus operadores podem ser acionados como observadores, conselheiros ou operadores diretos, sempre encobertos. Segundo informações a Força Delta deu algum suporte ao cerco do Federal Bureau of Investigation (FBI) em Waco, contra os membros da seita davidiana.

Em todo o caso onde exista a ameaça de terrorismo, armas da destruição em massa e assim por diante a Força Delta estará envolvida. A 1SFOD-D não está autorizada a executar operações domésticas de resgate de reféns, o que é de inteira responsabilidade da Equipe de Resgate Reféns - HRT do FBI, que por sinal recebeu apoio da Força Delta em sua criação. Mas desde a abertura da Decisão Diretiva Presidencial-25 (PDD-25), a Força Delta está isenta do Posse Comitatus Act (Uma lei que proíbe o uso de forças militares americanas contra seus civis) em outras áreas. É interessante notar que com este sinal verde para a Força Delta, abriu-se uma brecha para as forças navais, incluindo aqui os Marines.
MISSÕES da Força Delta:
Contra-terrorismo.
Contra-terrorismo proativo (Caçando líderes terroristas, ataques a acampamentos ou "santuários" de terrorista, etc. ).
Anti-drogas.
Resgate de pessoal e equipamento.
Seqüestro de pessoal selecionado.
Reconhecimento estratégico.
Assaltos especiais (raiders).
Segurança especial (VIP).
Operações de busca e apreensão de armas de destruição em massa.
Proteção diplomática.
Guerra contra-insurgente.


HISTÓRICO DO 1º SFOD-D
1979 - A Força Delta trabalhou com o FBI nos Jogos Pan-americanos de Porto Rico como parte de uma força-tarefa anti-terrorista montada para prevenir qualquer possível atividade terrorista no evento. 1980 - Abril – Membros da Força de Delta participaram da operação de resgate de reféns americanos da Embaixada dos EUA no Irã, presos pelo regime dos aiatolás, Operação Eagle Claw (Garra de Águia). No final de 1979, seis RH-53D foram transportados à ilha de Diego Garcia, no Oceano Índico. Nesse local, eles foram montados e testados em vôo, antes de serem levados ao USS Kitty Hawk (CV-63), que estava prestes a partir para o mar Arábico. Em janeiro de 1980, eles foram enviados para o USS Nimitz (CVN-68), que já trazia dois Sea Stallion. O presidente Carter deu o sinal verde para a missão que partiu em 14 de abril de 1980. A Força Delta saiu para Frankfurt em 20 de abril. Lá juntou-se com mais 13 soldados encarregados de resgatar os reféns presos no edifício do Ministério das Relações Exteriores. Os oito RH-53D estavam programados para chegar a Desert One (local escolhido para o embarque da Força Delta nos helicópteros) cerca de 30min, após o último Hércules. Quando eles chegaram ao ponto, haviam registrado um atraso entre 60 e 90min. Dos 8, apenas 6 helicópteros haviam chegado a Desert One. Um teve de fazer um pouso forçado por um problema na lâmina do rotor e outro por um problema nas superfícies de controle. Ao chegarem todos os 6 helicópteros, foi percebida uma falha hidráulica potencialmente perigosa em um dos helicópteros. Logo tornou-se claro que o helicóptero não podia ser reparado. Era estipulado que no mínimo 6 RH-53D poderiam completar a missão. Como esse número não poderia ser mais alcançado, a operção "Eagle Claw" foi cancelada. A força tarefa voltou para o USS Nimitz nos MC-130 restantes. Ainda outro RH-53D foi destruído ao chocar-se com um EC-130 de reabastecimento, matando 8 tripulantes. Os 5 helicópteros foram abandonados no Irã. Foi negada a permissão para um ataque aéreo que destruiria os RH-53D, evitando que caíssem em mão dos iranianos. Os helicópteros acabaram sendo destruídos pela Força Aérea do Iraniana, que preferia destruí-los a deixar uma lacuna para uma nova missão de resgate aos helicópteros.
1980-Resgate no Sudão:
Na década de 1980 um grupo guerrilheiro separatista do Sudão seqüestrou um grupo de missionários americanos perto de uma pequena aldeia na fronteira sul com a Uganda. A embaixada dos Estados Unidos exigia ajuda, mas Washington disse que a força de resgate teria de ser pequena — Washington não queria que vazasse a informação de que os EUA tinha qualquer tipo de relacionamento com o governo do Sudão. Algum tempo atrás a Força Delta tinha treinado uma força antiterrorista sudanesa. Um operador Delta, chamado Donny Feeney recebeu a missão de liderar a força antiterrorista sudanesa no resgate.
O principal problema de Donny estava centrado na embaixada americana. Por um motivo qualquer, o chefe da sucursal da CIA e seus dois auxiliares estavam tentando convencer o embaixador de que seus clientes, uma certa brigada do exército sudanês, deveria ser encarregada de resgatar os missionários. Donny disse ao embaixador que se o exército regular fizesse a tentativa, na melhor das hipóteses a operação seria extremamente lenta; e na pior, os guerrilheiros provavelmente matariam os reféns e atravessariam a fronteira. Se, ao contrário, usássemos a força antiterrorista, Donny acreditava que teríamos uma boa chance de resgatar os prisioneiros com vida.
O embaixador tomou a decisão: — Feeney, vá buscá-los.
Daquele momento em diante, o pequeno clã da CIA fez todo o possível para atrapalhar a missão. Sujaram o relacionamento do comando dentro do exército sudanês e tentaram impedir que a força antiterrorista usasse o único avião militar capaz de chegar à área da crise.
Apesar de tudo a força de resgate colocou as mãos no único C-130 da força aérea sudanesa. Felizmente, havia uma pista de pouso a menos de um quilômetro da pequena vila onde os reféns estavam. Donny e os componentes da força antiterrorista conheciam bem a área. Como queriam fazer o ataque na manhã seguinte, os quarenta membros da força de invasão não conseguiram realizar ensaios completos e, por isso, Donny orientou-os com esquemas do ataque desenhados com giz na pista do aeroporto.
Quando teve certeza de que todos sabiam sua posição e tarefa na missão, Donny estava pronto para partir. Embarcou a força, alimentos e água, alguns suprimentos médicos rudimentares que tinha surrupiado, e três jipes com metralhadoras calibre 50 montadas a bordo do C-130 para o vôo de 1.600 quilômetros até a base preparada a menos de trinta quilômetros do ponto crítico. Eles atingiriam o campo guerrilheiro ao primeiro sinal do amanhecer, uma hora do dia conhecida no jargão militar como "BMNT", penumbra náutica do início da manhã. Na linguagem comum, isso é conhecido como aquela hora da manhã quando apenas começamos a vislumbrar as coisas.
O C-130 pousou assim que a luz do dia se espalhava pela poeirenta paisagem africana. Os três jipes armados completamente cobertos com comandos sudaneses saíram roncando do avião e subiram a pista de terra até uma pequena colina a cerca de 150 metros a oeste do campo guerrilheiro. As metralhadoras abriram fogo sobre os prédios principais do campo, enquanto Donny liderava a força terrestre na metade sul da vila.
Os poucos guerrilheiros acordados dispararam apenas alguns tiros antes de deporem as armas e fugirem para o mato. O resto do grupo acordou com a saraivada daquelas três metralhadoras calibre 50 e logo resolveram seguir os companheiros em busca de um lugar mais seguro.
As metralhadoras continuaram a disparar por mais alguns minutos, apenas para que os guerrilheiros soubessem que os comandos não estavam para brincadeiras, e depois deslocaram-se e ocuparam os prédios que os guerrilheiros tinham abandonado com tanta pressa. Donny e seu elemento de manobras encontraram os missionários vivos e bem, em um rancho no quarto sul da vila.
A invasão foi perfeita — mais fácil, na verdade, do que a apresentação do dia anterior. A força antiterrorista não sofreu baixas, e os guerrilheiros foram tão rápidos que perderam apenas quatro homens. Enquanto Donny e o comandante sudanês acabavam de preparar a unidade e os reféns para o vôo de volta, os garotos da CIA chegaram de avião para dar uma olhada no que havia acontecido.
Assim que os viu, Donny disse, soube o que eles queriam. Como eles não tinham que se preocupar com soldados ou reféns — e contavam com um avião muito mais rápido — os garotos da CIA voltariam correndo a Cartum para deturpar a história e obterem para si o maior crédito possível. O operador Delta recebeu ordens de nunca dizer nada sobre a ida ao Sudão e a história encerrou-se ali. Porém ele guardou um suvenir da missão: os missionários lhes deram uma Bíblia com suas assinaturas e agradecimentos.
Donny durante toda a missão manteve contato por meio de um novo sistema de rádio via satélite com a Força Delta, para caso algo desse errado o seu pessoal pudesse ir resgatá-lo.
1981 - Março – A Força Delta é chamada para tomar um avião indonésio em Bangkok, seqüestrado por 4 terroristas. Uma equipe de operadores Delta executa o resgate matando todos os terroristas.
1981 - Maio - Fotografias de reconhecimento de aviões SR-71 aviões e de satélites espiões, identificaram um provável prisioneiro de guerra americano no Laos. Uma operação foi planejada resgatar possíveis prisioneiros americanos, se dados adicionais de inteligência provassem que eles realmente estavam lá. O 1º SFOD-D tomaria parte na operação em cooperação com a Atividade de Apoio de Inteligência. Quando uma missão privada, encabeçada por Bo Gritz, chegou até o local do possível campo de prisioneiros para saber se ainda existia americanos por lá e não achou nada, um debate inteiro foi travado em Washington em cima da validez da informação. A missão foi aparentemente cancelada.
1982 - Uma equipe de seis homens da Força Delta é enviada para a Itália para ajudar na procura para General de Brigada James Dozier que foi seqüestrado por terroristas. Comandos italianos localizaram o cativeiro e salvaram o General. Um pequeno contingente do 1º SFOD-D é enviado para Honduras para agir como seguranças para uma operação conjunta de inteligência, nome código Queens Hunter, sobre a Nicarágua. Comandos da Força Delta estavam armados com Uzis, e usaram blusões e bonés de beisebol. Eles estavam prontos para repelir um ataque contra a casa em que eles e os especialistas de inteligência estavam alojados.
1983 - Durante a Operação Urgent Fury, duas unidades contra-terrorismo americanas SEAL Team Seis e a Força Delta acionadas. A Força Delta recebeu duas missões relacionadas com dois objetivos o Fort Rupert e a prisão de Richmond Hill. Em Fort Rupert estava muitos membros do Conselho Revolucionário que deveriam ser capturados e na prisão de Richmond Hill estavam muitas pessoas presas ilegalmente. Em Forte Rupert a Força Delta chegou através de helicóptero, imediatamente os operadores Delta assaltaram o complexo e prenderam os conselheiros sem sofrerem nenhuma baixa. A equipe pediu extração dos 160º que chegou e transportou os comandos e os detento para o USS Guam que estava perto da praia. O assalto a prisão de Richmond Hill foi realizado com nove Black Hawks por comandos Delta e soldados da Companhia Charlie, do 1/75º Rangers. O ataque planejado para 01:00h. só aconteceu de manhã às 06:30h devido a atrasos e planejamento caótico, por isso quando os Black Hawks pintados de preto apareceram no céu claro só fizeram se destacar chamando atenção do fogo inimigo que usou metralhadoras pesadas ZSU-23-2 (23mm) contra os Black Hawks, atingindo vários deles. Como as aeronaves de ataque estavam sendo utilizadas em outras áreas durante a invasão nada pode ser feito a não ser abortar a operação.
1983 - Foram estacionados operadores da Força Delta em Beirute já em 1983, e um operador morreu no bombardeio da Embaixada de EUA. 1984 - Dezembro – A Força Delta é chamada para atacar um avião do Kuwait seqüestrado, mas problemas de logística evitaram que a equipe fosse desdobrada.
A Força Delta possivelmente também participou da Operação Manta na Líbia no qual forças especiais francesas inseriram pequenas equipes para plantar equipamento de vigilância ao redor de campos de treinamento de terrorista. Comenta-se que a Força Delta foi desdobrada para treinar tropas do Chade em sistemas de armas sofisticadas, como o míssil Stinger que seria usado para abater aeronaves militares da Líbia. Elementos de Força de delta provêem segurança aos 1984 Jogos Olímpicos na Los Angeles. 1985 - Junho - Quando o vôo 847 da TWA foi seqüestrado por extremistas xiitas em Atenas, a Força Delta seguiu para Argel, capital da Argélia onde o avião aterrisou. Infelizmente, o Governo argelino não permitiu que a Força Delta monta-se uma operação de resgate no país e como resultado um mergulhador da Marinha dos EUA que estava como refém é morto. O avião da TWA voa então para Beirute e os reféns são dispersos ao redor da cidade o que torna um resgate impossível.
1985 - Outubro - Depois que foi seqüestrado por quatro terroristas, o navio italiano S.S. Achille Lauro com aproximadamente 400 reféns, navegou ao redor do mediterrâneo durante alguns dias. Como um grande número de reféns era americano, a Força Delta e SEAL Team 6 foram colocados em alerta máximo. Eles foram desdobrados eventualmente para a base naval de Sigonella, na Sicília. Os terroristas assassinaram um refém, e negociaram com o Egito uma passagem segura e embarcaram a bordo de um Boeing 737 egípcio. Eles foram escoltados pela Força 777 (a unidade de contra-terrorista do Egito) para se ter certeza que nenhuma outra unidade atacaria os terroristas. Ao levantar vôo, o avião foi interceptado por caças dos EUA e foi forçado a aterrissar em Sigonella. O avião foi recebido por uma força conjunta da Força Delta e do SEAL 6, completamente armada. No momento em que os americanos se preparavam para prender os terroristas uma unidade italiana dos Carabinieri apareceu e exigiu que os americanos entregassem os terroristas. Um grande momento de tensão se iniciou com muitas armas sendo apontadas entre americanos e italianos, na confusão os italianos permitiram que os terroristas escapassem por temerem uma retaliação posterior.
Metade dos anos 80s – Especula-se que a Força Delta foi desdobrada para um possível resgate de reféns americanos no Líbano. Um piloto de MH-60 reivindica que sua unidade foi colocada em estado alerta, e que os pilotos fizeram vôos sobre o Líbano, levantando dados sobre ameaças de radar e informações semelhantes. Foi suposto que esses pilotos iriam inserir times de operadores da Força Delta que iam salvar reféns. O plano nunca foi levado a cabo. Foram estacionados operadores da Força Delta em Beirute ao longo dos anos 80 como colhedores de inteligência e guardas de embaixada. Outro rumor que surgiu foi que operadores da Força Delta estavam envolvidos em operações contra-narcóticos e participaram de ações nas selvas da América do Sul, mas isto nunca foi completamente confirmado. 1986 - outro trabalho de segurança é dado a Força Delta durante a celebração do centenário da Estátua da Liberdade.
1987 - O 1º SFOD-D é chamada para ajudar o FBI na revolta de presos da penitenciaria federal em Atlanta. Isto foi a primeira vez em que uma unidade do JSOC foi utilizada em uma operação doméstica. Supostamente, os prisioneiros souberam que a Força Delta estava sendo acionada e se renderam.
1987 - A força Delta é enviada para a Grécia para proteger o cel. do Exército norte-americano, James " Nick " Rowe, em resposta a relatórios da inteligência que diziam que agentes comunistas do Vietnam estavam planejando uma ação contra ele.
1989 - A Força Delta e o SEAL 6 são acionados para a Operação Just Cause no Panamá. A sua principal tarefa é a prisão do General Manuel Noriega, por tráfico de drogas e armas. Os operadores da Delta, em trajes civis, mas usando MP5s debaixo das suas jaquetas, procuram em toda cidade por Noriega, mas ele sempre estava a um passo à frente deles. Em uma ocasião uma equipe de 8 homens da Força Delta estourou um bordel onde Noriega estava escondid. Correndo escada acima, eles cheiraram os charutos característicos dele, e a cama ainda estava morna. Eles foram informados que ele tinha partido menos de uma hora atrás. A Força Delta também foi empregada para resgatar um operador da CIA, especialista em comunicações, Kurt Muse, que trabalhava com estações de rádio clandestinas anti-noriega e que estava preso na CAdeia Modelo, uma prisão localizada do outro lado da rua do QG de Noriega. Um helicóptero Little Bird AH-6 do 160 SOAR aterrissou no teto da prisão pouco depois da meia-noite (1 hora antes da hora H) e uma equipe Delta de seis homens entrou no prédio. Os Deltas lutaram com os guardas e a porta da cela de Muse foi estourada e ele levado para o helicóptero que decolou imediatamente, com três operadores Delta pendurados nos pods cada lado. O AH-6 foi atingido e caiu dentro da prisão, imediatamente um M113 APC arrombou o portão da prisão e resgatou todos os americanos. O tempo que transcorreu do momento em que o AH-6 aterrissou no teto até a partida da equipe Delta no APC, foi um total de 6 minutos.


1990 - A Força Delta é deslocada para o Iraque, durante a Operação Tempestade no Deserto. Junto com o 22º Regimento de SAS britânico, eles ficam responsáveis por localizar e destruir lançadores de mísseis Scuds. Operadores Delta também serviram como guarda-costas do Gen. Schwarzkopf. (Ver caçada aos Scuds)
1993 - O 1º SFOD-D é chamado a Waco, Texas, para ajudar no planejamento de uma invasão ao rancho dos Davidianos, que retinha cerca de 80 "reféns", inclusive crianças. Recentemente, foi revelado que três operadores da Força Delta estavam presentes em Waco como conselheiros para o FBI. Esta revelação vem depois de anos de negação pelo Departamento de Justiça de que o Exército de EUA estava envolvido na operação. 1993 - Outubro – O 1º SFOD-D foi enviado para a Somália como parte do contingente americano nesta missão das Nações Unidas em socorro ao país africano. A Força Delta foi empregada numa missão conjunta com os US Army Rangers e o 160º SOAR Nightstalkers, que tinha objetivo de capturar os tenentes do senhor da guerra Aidid. (Ver mais detalhes...)
1993 - Em julho 1992, o embaixador dos EUA na Colômbia, Morris Busby solicitou um auxílio especial e secreto do governo americano na caçada do líder do cartel de drogas de Medellin, Pablo Escobar em resposta aos apelos do governo colombiano. Busby considerou os recursos a sua disposição: A CIA era boa recolhimento de inteligência a longo prazo, e operações não especiais. O DEA era bom no trabalho de rua, recrutando informantes e investigando casos. O FBI em países estrangeiros fazia a maior parte do trabalho de ligação. Mas Busby acreditava que necessitaria dos caçadores de homens da Força Delta. Busby já conhecia a unidade de seus anos como o representante do Departamento de Estado junto ao governo para assuntos de contra-terrorismo. Ninguém poderia planejar e executar uma operação idealizada melhor do que os homens da Delta. Sua solicitação foi aceita. Ele recebeu uma equipe da Força Delta, com seis homens uma unidade similar do SEAL TEAM 6. Ambas foram desdobradas para trabalhar com as polícias e as forças armadas colombianas. A equipe Delta coletava e analisava a inteligência, treinava tropas colombianas no combate corpo-a-corpo e em técnicas de guerra urbana, inteligência em "tempo real" e trouxeram equipamentos sofisticados de vigilância e comunicações. Escobar foi situado em dezembro 1993 e morto por policiais colombianos treinados pela Força Delta. A equipe Delta foi desdobrada quase imediatamente mais tarde para Cali, onde treinou polícias e ajudou a montar a estratégia de captura dos líderes do Cartel Cali. As Forças Especiais foram retiradas em meados de 1994.
1994 – A Força Delta toma parte da Operação leva parte em Operação Uphold Democracy no Haiti. Os operadores da Delta serviram como guarda-costas para os funcionários da ONU e diplomatas e trabalham junto com a unidade de Contra-Terrorismo polonesa Grom.
Metade dos nos 90 - Operadores de Delta são enviados para a Bósnia para agir como guarda-costas funcionários americanos e pessoal da ONU. 1996 - Junto com o HRT/FBI, Serviço Secreto, BATF e várias outras agências de execução de lei, a Força Delta está por trás da investigação do ataque de terrorista ocorrido durante os Jogos Olímpicos de Atlanta. Operadores do 1º SFOD-D junto com um grande número operadores da SWAT local e homens da Guarda Nacional formaram a maior força de segurança em tempo de paz da história. Metade dos anos 90 – Operadores da Força Delta e do ST 6 são desdobrados para a Bósnia para planejar e participar na captura do criminoso de guerra Radovan Karadzic. A vigilância foi levada a cabo, mas Karadzic não foi preso. O SAS britânico também esteve envolvido em operações de captura de criminosos de guerra na Bósnia, tendo tido sucesso em algumas delas. Essas operações ainda são levadas a cabo no inicio do século XXI.
1997 – Uma pequena equipe avançada da Força Delta é enviada para Lima, capital do Peru, junto com seis homens do SAS britânico, logo após a tomada da residência do Embaixador japonês por terroristas do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA)Tupac Amaru. A equipe trabalhou assessorando o Governo peruano. O exército peruano libertou os 72 civis que eram mantidos como reféns depois de quatro meses. Uma tropa de elite de cem soldados invadiu a casa e matou todos os 15 terroristas do Tupac Amaru, um refém também morreu na operação de resgate. Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas na ação, sendo sete militares.
1997 – A Força Delta esteve envolvida na localização e morte, de um dos comandantes do Exército de Libertação Nacional-ELN, apontado como responsável pela ligação da guerrilha com o narcotráfico. O rebelde foi morto pela explosão de uma carga de C-4 aplicada em seu telefone celular
1998 – O 1º SFOD-D, o SAS britânico e outras unidades de operações especiais da OTAN são desdobradas para Kosovo em apoio da Operação Allied Force. Essas unidades são usadas atrás da linhas inimigas para colher informações sobre tanques sérvios e outros alvos, e auxiliar no resgate de pilotos abatidos da OTAN. Eles também cooperaram supostamente com o Exército de Libertação de Kosovo (KLA) para monitorar o movimento de tropas sérvias. 1998 - Junho - Funcionários dos EUA reconhecem que seu país e o Reino Unido estão treinando unidades de operações especiais para uma possível missão de captura do presidente sérvio Slobodan Milosevic.
2001/2002
O 1º SFOD-D, os Boinas Verdes, o SEAL TEAM 6, o SAS e o SBS britânico, outras unidades especiais, possivelmente da Rússia, Austrália, Canadá, França e Alemanha são utilizadas na Operação Enduring Freedom (Liberdade Duradoura), no Afeganistão. As forças especiais apoiaram a Aliança do Norte na retomada do país, atacaram ou dirigiram ataques aéreos as posições do Taleban e da Al-Qaeda, e realizaram caçadas aos líderes inimigos, inclusive o mulá Mohamed Omar e Bin Laden.
Vinte e quatro horas depois dos atentados do dia 11, grupos da Força Delta e dos paramilitares da CIA já estavam em território ocupado pela Aliança do Norte, a frente de oposição afegã contra o Taleban. Vários moradores das redondezas de Fort Bragg, na Carolina do Norte, simplesmente desapareceram: eram os membros da Delta que discretamente partiram para as montanhas do Afeganistão. Eles foram guiados por esquadrões de elite russos (fluentes em dari e pashto), que operam na área há muito tempo. Mais tarde, se uniriam a essa primeira remessa outras forças especiais americanas, como os Seals, da Marinha, os Rangers, e as Special Forces (Boinas Verdes).
Em formações de quatro homens, com auxilio de forças locais, avançaram com cuidado em rotas que margeiam picos e vales – travessias de 20 quilômetros podem exigir até uma semana de caminhada. Carregavam vitaminas especiais, mas deviam encontrar a sua própria água e abrigo. Contavam com um mínimo de apoio logístico dos guerrilheiros da Aliança do Norte, a oposição afegã à milícia islâmica Taleban, que controlava o Afeganistão. E se comunicavam entre si por um sistema de rádio embutido no capacete ou através de mensagens escritas em teclados montados em seus pulsos.
Além de operarem como as tropas de elite russas, os operadores da Força Delta também trabalharam com soldados britânicos do SAS e do SBS, na principal missão destas forças no Afeganistão: descobrir o paradeiro do terrorista saudita Osama bin Laden e em caráter bem definido, também de certos comandantes do exército do regime Taliban mulá Mohamed Omar, bem como líderes da Al-Qaeda. É uma tarefa difícil.

2002/2003...
Afeganistão
As operações de caça aos líderes da Al-Qaeda e do Taliban continuam...Segundo informações é possível quer a responsabilidade da caçada dos líderes da Al-Qaeda e do Taliban seja passada para outras "pessoas", leia-se: forças especiais de outros países ou até mesmo para PMC-Private Military Companies (companhias militares privadas).
Iraque
Os EUA enviaram sua primeira unidade paramilitar da CIA (os homens desta divisão da CIA são de diversas nacionalidades, segundo fontes dos serviços de inteligência) para operar no Iraque em junho de 2002. Entre o final de 2002 e início de 2003 pequenas unidades da Força Delta em conjunto com forças paramilitares adicionais da CIA foram enviadas para o Iraque para preparar a invasão das tropas da Coalizão lideradas pelos EUA, estabelecer ligações com iraquianos ao longo do país, incluindo Bagdá, bem como capturar ou matar Saddam Hussein, seus filhos Qusai e Uday e cerca de uma dúzia de líderes militares e políticos.
Esses operadores se esgueiraram para sabotar comunicações, destruir postos de observação e se posicionar para evitar o que os EUA mais temiam - movimentações do comando iraquiano para usar armas químicas ou biológicas, atacar Israel com mísseis Scud ou destruir os campos de petróleo do país.
O pessoal da CIA e da Força Delta ficaram a principio baseados no Kuwait, Jordânia, Arábia Saudita e Norte do Iraque e foram acionados bem antes do início da ofensiva americana em 20 de março de 2003. Apesar de publicamente o governo dos EUA expressar na época o seu desejo de que Saddam fosse para o exílio ou se entregasse, os homens da Delta e da CIA na verdade treinaram duramente, por vários meses, para matá-lo.
Essas unidades operaram em Bagdá clandestinamente pouco antes dos ataques começarem. Elas foram introduzidas (por helicópteros BlackHawk ou lançadas de pára-quedas por aviões C-130) próximo a Bagdá, vindas do Norte do Iraque ou talvez da Jordânia. Eles estavam munidas de equipamentos de visão noturna e retratos high-tech de seus alvos.
Estava previsto no início do conflito que a Força Delta e a CIA indicassem os locais onde Saddam se encontrava para os aviões da Coalizão realizassem ataques cirúrgicos. Se ele tentasse fugir em um comboio, os comandos também poderiam designar este alvos para os aviões aliados ou para os UAV Predators. Se necessário, os homens da Força Delta, até mesmo entrariam nos palácios presidenciais para cumprir a sua missão. A cidade natal de Saddam, Tikrit, também estava sendo vigiada.
E eles quase que cumpriram a sua missão antes da guerra ter início. A Força Delta conseguiu grampear linhas telefônicas subterrâneas de Bagdá usadas por Saddam e a CIA descobriu de forma segura onde o presidente Saddam Hussein e outros importantes integrantes da liderança iraquiana estavam passando a noite. Eles estavam em um complexo no sul de Bagdá, chamado Dora Farm. Na verdade a CIA tinha conseguiu recrutar um oficial sênior iraquiano capaz de conhecer a maior vulnerabilidade de Saddam: onde ele dorme em cada noite. Os EUA decidiram realizar o que eles chamaram de "ataque de decapitação" na noite do dia 24, um dia antes do início previsto para começar a guerra.
Os americanos descobriram que Saddam, de acordo com a CIA, estava escondido num bunker especialmente reforçado, construído por engenheiros alemães ou iugoslavos. Os mísseis de cruzeiro, com suas ogivas e explosivos, não eram poderosos o suficiente para penetrar o aço e o concreto. Apenas aviões carregando MK-84, bombas de quase uma tonelada, poderiam fazer o trabalho. Mas a defesa antiaérea de Bagdá era robusta, com incontáveis nichos de mísseis terra-ar. O arsenal americano incluía aviões invisíveis que, na maioria das noites, poderiam voar sem ser detectados por radares iraquianos. Mas sobre Bagdá, naquela noite, a lua era cheia. Seria possível enxergar a silhueta dos aviões no céu noturno. Enviar aviões de guerra sem primeiro destruir as baterias antiaéreas de Saddam seria uma missão suicida. Mas não havia tempo para organizar e executar o tipo de ação necessária para destruir essas baterias.
No Comando Central, em Doha, Catar, o general Tommy Franks disse ao presidente que ele tinha até a 19h15 - portanto, 3h15 em Bagdá - para dar a ordem de ataque. As bombas cairiam em Bagdá às 6h07. Franks ordenou que dois F-117, cada um carregando duas bombas de 900 quilos, decolassem de suas bases no Catar, cerca de 1.100 quilômetros de Bagdá. Eles teriam de voar em direção ao Iraque, mas teriam de aguardar uma ordem para entrar no espaço aéreo do país. Em oito navios americanos no Golfo Pérsico as coordenadas do lugar em que Saddam dormia foram programadas em 40 mísseis, que terminariam o serviço e, como era esperado, matariam os sobreviventes. Às 19h12, em Washington, o presidente Bush ordenou o ataque. Suas bombas caíram sobre a residência às 21h30 (5h30 em Bagdá). O espião da CIA, que estava em algum lugar longe do bunker, contou que Saddam estava dentro dele. Mas na verdade ninguém da alta cúpula iraquiana foi morto neste ataque e a guerra teve início.
Após a queda do regime a Força Delta e a CIA receberam um maior apoio das tropas americanas (Exército e Marines) que puderam auxiliar na caçada a 55 dos homens mais procurados do regime de Saddam. Cada um dele foi batizado com o nome de uma das cartas do baralho. Saddam é claro era o número 1 (às de espadas). Seus filhos Qusay e Uday eram respectivamente os nº2 (ás de paus) e nº 3 (às de copas) da lista.
Aos poucos, com o passar das semanas, várias "cartas" foram sendo capturadas ou mortas, culminando com o ataque a uma casa onde estavam os filhos de Saddam, Uday e Qusay, em Musul. Foi neste ataque surgiu para o mundo uma unidade que os americanos faziam o possível para manter longe do foco das noticias:

SPETSNAZ - Spetsialnoye Nazranie

O Spetsnaz é a unidade de elite das forças especiais da Federação Russa, que surgiu como unidade política após o desmoronamento da antiga União Soviética. Em toda a sua história o Spetsnaz demonstrou ser uma unidade de combate bastante aguerrida, e isto foi plenamente demonstrado durante a Guerra soviético-afegã. Um notável líder guerrilheiro afegão descreveu o Spetsnaz como "As únicas tropas soviéticas quer podem pensar por elas mesmas e tomar decisões rápidas”. Hoje mesmo com o fim da URSS as unidades Spetsnaz constam como uma das principais forças da ordem de batalha russa, embora as missões atribuídas as elas tenham mudado.

História
As unidades Spetsnaz eram um dos segredos mais bem guardados do antigo Pacto de Varsóvia e não está bem claro quando elas foram criadas pela União Soviética. Alguns acreditam que elas já existiam no início dos anos 50, como resultado das experiências militares russas durante a IIGM com forças especiais controladas pelo NKVD "Comissariado do Povo para Assuntos Internos". (precursor da KGB), tendo passado pela Hungria em 1956 e certamente pela Tchecoslováquia em 1968. Apesar disto o Ocidente só veio a tomar conhecimento delas no começo da década de 80 no Afeganistão.

O segredo de sua existência era tão bem guardado que foi proibido as homens que faziam parte dessas unidades admitir em púbico que faziam parte das mesmas ou que elas existiam. Eles usavam uniformes do exército, das forças aerotransportadas ou uniformes da marinha, com as suas respectivas insígnias. De fato, se durante a Guerra Fria não tivesse havido deserções de membros do Spetsnaz para o Ocidente, o segredo ainda seriam mantido por muito tempo. Até mesmo a Federação Russa só recentemente admitiu abertamente a sua existência.


Organização
O Spetsnaz ou Spetsialnoye Nazranie (Que pode ser traduzido como tropas especial) são vistas como tropas divisionárias de padrão elevado dos regimentos de infantaria aerotransportadas e navais e são controladas pelo GRU (Glavnoe razvedyvatel'noe upravlenie – Diretório de Inteligência Militar). Como tal, as suas capacidades são semelhantes as do SAS e SBS britânico e Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.
A Inteligência ocidental especula que nos tempos da URSS uma companhia independente do Spetsnaz tinha cerca de 135 homens e era ligada a cada um dos exércitos russos. Além disso, o Spetsnaz tinha unidades especiais de inteligência difundidas pelo país, e uma brigada ligada a cada frota naval. A flexibilidade de uma companhia Spetsnaz típica era vista como algo necessário, podendo-se vir a se dividir em 15 grupos independentes, sem assumir compromissos diretivos de missão ou efetividade operacional.
Uma brigada Spetsnaz era formada por cerca de 1.000 a 1.300 homens e consistia de um Q-G, três batalhões de pára-quedistas, uma companhia de comunicações, e tropas de apoio. Também incluía uma unidade anti-VIP (formada por militares profissionais, i.e., não conscritos) cuja missão era localizar, identifica e mata líderes políticos e militares do inimigo. Uma brigada do Spetsnaz naval tinha um Q-G, dois a três batalhões de mergulhadores de combate, um batalhão de pára-quedistas, unidades de apoio, e uma companhia anti-VIP.

Para entender melhor a organização das unidade Spetsnaz podemos dizer que as brigadas subdivididas em otriadi (batalhões ou regimentos) que são subdividido em companhias. Cada companhia é subdividida em spetsgruppi (um spetsgruppa é uma unidade menor que freqüentemente varia em tamanho, mas poderia ser equivalente a um pelotão). Dentro do spetsgruppa estão os spetsotedelyi que são equipe menores. Esta organização geralmente é verdadeira ao FSB, MVD e outras unidades militares de operações especiais.

Missões notáveis
Embora possam ser usadas para outros propósitos em tempo de paz, o seu papel principal é levar e executar missões críticas antes e durante uma guerra ou conflito. Tais tarefas incluiriam reconhecimento profundo de objetivos estratégicos; a destruição de centros estrategicamente importantes de C3 (Comando - Controle - e - Comunicações); a destruição dos sistemas de controle de armas estratégicas; demolição da infra-estrutura de transporte e abastecimento e o seqüestro ou assassinato de líderes importantes do inimigo (políticos e militares) para criar pânico em meio à população civil. Muitas destas missões seriam levadas a cabo antes que o inimigo pudesse reagir e algumas aconteceriam antes mesmo que a guerra ou conflito tivesse sido declarado.
Antes da invasão da Tchecoslováquia em 1968, o Aeroporto de Praga foi tomado por força especiais russas, antes que a força principal da invasão tivesse chegado. A operação foi observada pelo Ocidente, e concluiu-se que a tomada do aeroporto foi realizada por uma unidade altamente profissional, diferente de qualquer outra unidade soviética conhecida na ocasião. Esta unidade desconhecida foi identificada mais tarde como sendo o Spetsnaz.

Durante a Guerra Fria contra o Ocidente, acreditava-se que as tropas Spetsnaz realizaram um grande número de desembarques clandestinos na costa norte da OTAN, especialmente na Noruega (membro da OTAN) e Suécia. Eles tinham monitorado e traçado o perfil das instalações militares da OTAN no local como parte do levantamento de inteligência para possíveis invasões futuras realizadas pelo bloco soviético.


Acima: Spetsnaz operando no Afeganistão Durante a invasão soviética em 1980.

Durante a invasão soviética do Afeganistão em 1980 acreditasse que antes mesmo da força principal soviética ter chegado aquele país, unidades Spetsnaz junto com unidades especiais da KGB já tinham se infiltrado em sua capital, Kabul. Embora o Exército soviético tenha sofrido imensas perdas na guerra, o Spetsnaz provou ser um inimigo elástico e determinado para o Mujahideen afegão. Eles provaram ser uma ameaça séria para os afegãos e podiam realizar ataques mortíferos no terreno montanhoso, coisa que outras unidades soviéticas não se atreviam a fazer.

Treinamento
A maioria dos homens que servem no Spetsnaz são conscritos, que segundo se sabe, servem entre 12 a 24 meses. Oficiais do Spetsnaz regularmente visitam centros de recrutamento para selecionar jovens recrutas que se mostrem duros, inteligentes, e que tenham preferentemente habilidades lingüísticas e esportivas. Geralmente são escolhidos cerca de 100 recrutas. Os selecionados têm que passar por duro treinamento de dois com rígida disciplina, e onde são levados ao limite de sua resistência física. Normalmente ao final deste período restam apenas uns vinte homens do grupo inicial. Os não selecionados são transferidos para os regimentos de tropas aerotransportadas ou de assalto aéreo.

Acima: Recrutas dos Spetsnaz em treinamento.


Após esta fase os recrutas recebem treinamento especializado, que inclui saltos de pára-quedas, reconhecimento em profundidade, vigilância, fuga e evasão, sobrevivência em uma grande variedade de ambientes hostis, sabotagem, técnicas de assassinato em que usam facas de combate ou as mãos nuas, uso de explosivos, operação com rádios (de preferência de transmissão em ritmo acelerado que emite mensagens em blocos de oito a dez segundos e que evitam a detecção pelo inimigo), exercícios de resistência física e mental, camuflagem e exercícios táticos em uma variedade de terrenos e ambientes. Em fases mais avançadas eles passam por cursos intensivos de língua estrangeira e treinam técnicas de interrogatório de prisioneiro. Durante a Guerra Fria os soldados normalmente eram submetidos a interrogatórios simulados onde eram empregadas conhecidas técnicas ocidentais. Eles eram arrancados da cama no meio da noite, e levados para salas pequenas e mal iluminadas onde ficavam despidos e sem comida e eram interrogados as vezes por vários dias por oficiais do serviço de inteligência do Spetsnaz vestidos com uniformes da OTAN.

É claro que eles tem um completo treinamento em armas russas como o fuzil AKS-74 de 5.45mm,o Avtomat Nikonova-94, AN-94 já começou a substituí-lo, estando em uso nas unidades de Forças Especiais (Spetsnaz) e junto às tropas do Ministério do Interiora metralhadora RPK e a pistola automática PRI (com ou sem silenciador), que são as armas favoritas do Spetsnaz. Eles aprendem também a usar uma grande variedade de outras armas russas como o rifle especial para atiradores de elite VSS Vintorez (Vintovka snaiperskaia specialna Vintorez) de 9x39 mm SP-5 APs, as armas anti-tanque RPG-7D, RPG-18, RPG-22 e o lança-mísseis terra-ar SA-7 SAM Strela. Os homens do Spetsnaz também são treinados no manejo de armas estrangeiras especialmente americanas, inglesas, alemãs, francesas, italianas, finlandesas, suecas e israelense, como os fuzis M-16 (M-4), SA-80, FAMAS, GALIL, G-3, as metralhadoras MG-42, M-60, FN MAG, as sub-metralhadoras UZI, MP-5, Beretta, etc.


Acima: Spetsnaz realizando uma simulação. Note o fuzil AN-94 (Avtomat Nikonova-94 ).

Os homens destacados para as unidades navais do Spetsnaz também tem que aprender técnicas de mergulhadores de combate, o uso de armas e explosivos subaquáticos, infiltração ou exfiltração de praias usando canoas, botes, helicópteros, pára-quedas (nos casos de infiltração), submarinos ou mini-submarinos.

Pós-Guerra Fria

Algumas das repúblicas que se separaram da antiga União Soviética absorveram várias unidades Spetsnaz dentro de suas fronteiras ou converteram unidades de pára-quedistas para o papel de forças Spetsnaz. Dentro da Federação Russa as unidades Spetsnaz não são hoje tão bem treinadas e equipadas como antes, o número de soldados diminuiu, e o grau de prontidão é menor do que aquele apresentado durante a Guerra Fria. Na éopoca do império soviético o Spetsnaz chegou a contar com 16 brigadas, porém hoje segundo informações está reduzido a 6 brigadas.

Apesar de tudo isso, as unidades Spetsnaz continuam operando e mantidas sempre que possível envoltas em segredo. O seu número exato por exemplo desconhecido. Hoje as unidades Spetsnaz assumiram novos papeis como força antiterrorista para lidar com a crescente ameaça terrorista dentro e próxima das fronteiras russas.

Acreditasse que no início do Século 21 unidades Spetsnaz estão envolvidas em operações na Chechênia, apesar de se tratar de um conflito interno russo e uma boa parte das operações, inclusive as especiais, estarem sendo dirigidas por unidades do Ministério do Interior (MVD). Falou-se também que unidades Spetsnaz estiveram envolvidas de alguma forma nas operações secretas dos EUA na caçada e destruição do Taliban e da Al-Qaeda no Afeganistão, devido a sua longa experiência de combate naquela região.

Acima: Spetsnaz durante as operações na Chechênia.

A ameaça soviética das Spetsnaz a OTAN

Capt Erin E. Campbell, Usaf - Texto escrito em 1988

Em anos recentes, a doutrina militar soviética enfatizou cada vez mais o uso de forças não-convencionais para conduzir operações militares. Em conseqüência, os táticos soviéticos forçaram a necessidade de se empreender um ataque do tipo blitzkrieg com apoio de forças especiais para desbaratar as forças armadas da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte)antes que a guerra evolui-se para uma escala a nível nuclear.
Tradicionalmente, entretanto, os ocidentais planejam as guerras futuras primeiramente focalizando sua atenção nas armas termonucleares e em forças convencionais, sem conceder uma devida atenção a uma terceira dimensão dentro das operações militares soviéticas - sabotadores, agentes secretos e forças especiais. Esta terceira dimensão da guerra envolve essencialmente o uso das medidas militares ativas que são as operações especiais que envolvem a surpresa, o choque, e atividades de preempção nos escalões de retaguarda do inimigo com o objetivo final de se alcançar uma vitória rápida, produzindo as circunstâncias condescendentes para um avanço rápido da principal força de ataque soviética.
As tropas soviéticas agrupadas para cumprir estas ações preemptivas são as "tropas da finalidade especial" ou "de designação especial" (spetsnaznacheniya), mais conhecidas como forças Spetsnaz. Por causa do foco da doutrina militar soviética na necessidade para a surpresa e o preempção do uso de armas nucleares, as forças Spetsnaz desempenham um papel importante para a execução bem sucedida da estratégia soviética de guerra total. Além disso, a evidência atual indica que os soviéticos estão fortalecendo e preparando seu instrumento de forças Spetsnaz para dizimar as potencialidades militares da OTAN e organizações políticas ocidentais nas fases iniciais de um potencial ataque de surpresa contra a Europa Ocidental.

A estratégia para uma guerra da União Soviética contra a OTAN

A URSS não está ansiosa para debelar um conflito armado contra a Europa Ocidental. Todavia, isto não pode ser desprezado, e crises políticas, econômicas, ou uma junção das mesmas poderia levar a eclodir tal conflito. C. N. Donnelly (Chefe do Centro de Estudos Soviéticos, da Real Academia Militar de Sandhurst, Inglaterra) sugere que duas fases precederiam o inicio das hostilidades: a fase preparatória, e a fase crítica, projetada para empregar todas as medidas necessárias para explorar as fraquezas da OTAN e reduzir seu potencial do combate. Durante o estágio preparatório, o alvo preliminar dos soviéticos seria enfraquecer a capacidade ocidental de empreender a guerra nuclear, impedindo o desenvolvimento ou a distribuição de seus sistemas de arma ou esgotando a sua vontade política para usá-los. Isto seria realizado através de medidas ativas da política soviética - por exemplo, campanhas de propaganda, de desinformação, e o patrocínio de movimentos pacifistas ocidentais. Do ponto de vista soviético, é mais desejável operar-se exclusivamente neste nível, por meio do crescente poder de influência soviético na Europa e nos EUA. Isto faria com que a Europa fosse “finlandizada” e os EUA ficassem isolados.
Se estas medidas políticas ativas falhassem, entretanto, a pré-guerra seguiria para a fase crítica. Esta fase provavelmente começaria somente se algum aspecto importante da política soviética falhasse e se tornasse então aparente para à União Soviética que uma guerra seria, ou inevitável ou o único recurso por meio do qual a liderança política poderia conseguir um objetivo vital para a URSS. Nesta conjuntura, os soviéticos dariam início ao uso de métodos não-convencionais de guerra (i.e. as medidas ativas militares) para degradar a potencialidade de combate da OTAN, criando circunstâncias políticas e militares favoráveis para a fase seguinte da campanha, que seria o conflito aberto. Os soviéticos definem a guerra não-convencional como uma variedade das operações militares e paramilitares que incluem a guerra de guerrilha, a subversão e a sabotagem (conduzidas durante a paz e a guerra), o assassinato de lideranças, e outras operações especiais secretas ou clandestinas. Estas missões seriam atribuídas às unidades especiais do comitê da segurança do estado (KGB -- Komitet Gosudarstvennoy Bezopusnosti), ao Diretório Principal de Inteligência (GRU-Glavnoe Razvedyvatelnoe Upravienie), e às forças aerotransportadas, terrestres e navais, que possuem forças Spetsnaz. Neste estágio da crise, os soviéticos acionaram estas forças. No início, o objetivo soviético será o do colapso ou da neutralização política total dos governos chaves da OTAN. Como os assaltos militares frontais seriam menos eficazes em alcançar tal objetivo, a estratégia soviética enfatiza a necessidade que estas operações iniciais desenvolvidas no escalão da retaguarda do inimigo, sejam realizadas pelas forças Spetsnaz, cujas as operações tem o objetivo de lançar as sementes de um colapso político-militar completo. Certamente, o alvo dos soviéticos é impedir a formação de uma frente estática, de uma guerra de fronteira, com a OTAN de um lado e as forças do Pacto de Varsóvia do outro. Conseqüentemente, para se evitar isso, os soviéticos pretendem infiltrar unidades Spetsnaz na retaguarda da OTAN antes do início das hostilidades para que no momento propício possam começar a corroer a estrutura política e militar da OTAN por dentro, levando-a a sua ruína. Na década de 70, o exército soviético reconstruiu sua doutrina para "uma operação de penetração profunda" em circunstâncias convencionais, e determinou que a condição sine-qua-non para o sucesso era a surpresa.



Porém os soviéticos não esperam a surpresa total, acreditam que, se um grau suficiente de surpresa tática for conseguido, a mobilização da OTAN seria parcial, e talvez algum importante Corpo de Exército ainda estaria se movendo com certa dificuldade para as suas posições defensivas quando as hostilidades abertas tivessem começado. Assim, o interesse preliminar dos estrategistas e táticos soviéticos é o de lançar as operações da baixa-visibilidade que assegurem a surpresa, induzindo o inimigo a paralisia operacional, e obstruindo a sua mobilização e distribuição no campo de batalha. As atividades das unidades Spetsnaz seriam iniciada bem antes do início do avanço das principais forças do exército na parte dianteira do front, para assegurar o máximo de surpresa. Os soviéticos acreditam que as unidades Spetsnaz criariam tal rompimento na ordem da OTAN, que assegurariam ao grosso das forças soviéticas um avanço rápido, sem interrupções, ou seja um avanço bem sucedido. Os danos reais que uma pequena equipe Spetsnaz pode realizar seriam moderados; entretanto, o choque no moral nacional que resultaria de tais atos, como os assassinatos de políticos importantes, de empresários, comandantes militares, etc., seria desproporcionalmente maior em comparação ao pequeno custo de se tentar tal operação.
É essencial lembrar que estas operações Spetsnaz não estaam projetadas para resultar em uma vitória soviética em si, visto que sua tarefa tem por objetivo principal meramente reduzir a resistência do inimigo o bastante para que a força principal de ataque possa concluir as suas operações da forma mais abreviada possível e com menos riscos.

Missões em tempo de guerra
Antes do emprego das unidades de combate aerotransportadas e navais do Spetsnaz, que operariam como forças de comandos em auxílio aos exércitos soviéticos, os russos deslocariam para posições pré-selecionadas dentro do território inimigo, outras forças Spetsnaz que operariam disfarçadas.
Nessa fase de preparação, os soviéticos colocariam os seus comandos em suas embaixadas e consulados, disfarçados de pessoal técnico, seguranças, jardineiros, motoristas e assim por diante. Ao mesmo tempo, grupos de agentes profissionais do Spetsnaz entrariam em território inimigo como turistas, membros de delegações comerciais ou de equipes esportivas, ou ainda como passageiros de navios mercantes, ônibus e aviões civis, ou em caminhões de transporte. Também neste tempo, vários elementos do Spetsnaz iriam entrar em contato com agentes infiltrados a serviço da URSS para que estes pudessem dar apoio as operações secretas. Espera-se também que os agentes da KGB operem da mesma forma para conduzir suas próprias operações secretas, e que elementos da esquerda, comunistas ou simpatizantes, e possivelmente grupos terrorista locais financiados por Moscou, também sejam ativados para executar ou apoiar estas operações.Enquanto as missões das Spetsnaz são mais um elemento dentro do plano geral de operações dos soviéticos, eles acreditam que os objetivos dessas forças especiais só poderiam ser atingidos se as operações fossem desencadeadas de forma maciça atrás da retaguarda do inimigo, servindo de apoio para tropas aerotransportadas, a infantaria naval, as brigadas de assalto aéreo, as unidades de reconhecimento profundo, as equipes da KGB e grupos similares de outros membros do Pacto de Varsóvia. Conseqüentemente, as forças principais das Spetsnaz (funcionado como unidades de comandos) seriam lançadas simultaneamente em todas as áreas da frente de combate, enquanto as unidades de “atletas profissionais” e “homens de negócio” e do “corpo diplomático” seriam destacadas para as cidades estratégicas do inimigo, transformando esses lugares em uma frente de batalha também. As forças soviéticas das Spetsnaz que operariam no interior da Europa Ocidental perseguiriam primeiramente os seguintes objetivos preliminares alistados em sua ordem descendente de importância:


· A incapacitação ou destruição física de ogivas nucleares e químicas da OTAN, de seus meios de transporte, comando-controle, e de elementos relacionados ao seu lançamento – podem ser estratégicos (i.e. submarinos Polaris em suas bases) e táticos (i.e. sistemas de lançamento baseados em terra).
· O rompimento do comando, controle e comunicações da OTAN, e de seus elementos políticos, estratégicos e táticos. Isto inclui também a eliminação do pessoal em posições chaves.
· A incapacitação física de determinados equipamentos eletrônicos de alerta e de reconhecimento, de radares e de equipamentos de aviso antecipado, de equipamentos de defesa aérea e de vários outros tipos, e possivelmente de sistemas de alerta avançados de mísseis balísticos.
· A captura de aeródromos chaves e de portos para impedir o reforço das tropas, particularmente os que forem enviados dos EUA; a destruição ou a neutralização operacional dos aeródromos e dos portos, não vitais para a URSS, a destruição de estradas de ferro e junções de estrada chaves, que sejam importantes nos planos de mobilização do inimigo.
· A destruição de alvos e de instalações industriais chaves (centrais elétricas, refinarias de petróleo, indústrias militares, etc).
· Finalmente, devido a assinatura do tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (Preliminary Intermediate-range Nuclear Forces -- INF), em dezembro 1987, os recursos aéreos aliados e suas bases transformar-se-ão provavelmente em um alvo de grande prioridade para as forças das Spetsnaz depois que as armas de grande alcance forem desmontadas.
Preparações Contra OTAN
Nos últimos anos relatórios originários da Grã-Bretanha e Suécia indicam que os soviéticos podem estar neste momento posicionando e preparando elementos das Spetsnaz para um possível uso em uma guerra futura contra a Europa Ocidental.


Na Grã-Bretanha, desertores soviéticos disseram que a União Soviética estabeleceu um destacamento secreto de pessoal das Spetsnaz, formado exclusivamente por mulheres, na área circunvizinha da base da Real Força Aérea em Greenham Common, onde desde dezembro de 1983 mísseis Tomahawk americanos estão baseados.
De acordo com estes desertores, de três a seis agentes treinados vindos de países do Pacto de Varsóvia e do Ocidente - inclusive da Grã-Bretanha – se infiltraram nos grupos de protesto feministas que se agrupam em Greenham Common e estam a toda hora "presentes" junto a base. Estes agentes foram treinados em acampamentos situados nos Cárpatos, nos distritos militares do Ural e do Volga, na União Soviética ocidental. Lá réplicas realistas, em escala real, de lançadores de míssil de cruzeiro e de outros armamentos de Greenham foram construídas em acampamentos secretos para ajudar no treinamento das equipes das Spetsnaz .
Usando estas réplicas, as mulheres foram treinadas para atacar os locais dos mísseis antes do início de uma guerra contra a OTAN. Os desertores também disseram que a geografia destes acampamentos se assemelham com as áreas onde estão as várias instalações nucleares britânicas e francesas. Assim os operadores das Spetsnaz ensaiam seus ataques em um ambiente que simula com uma extraordinária semelhança a sua área de operação futura. Além disso nas condições atuais, é certo que os agentes infiltrados estão destacados para agir como "precursores" para outras equipes das Spetsnaz e tropas aerotransportadas que seriam usadas para atacar os mísseis.
Desde princípio da década de 80, que a Suécia tem sofrido de uma série de violações de suas águas territoriais por submarinos estrangeiros que foram identificados como soviéticos. Os relatórios emitidos pela marinha sueca sobre o assunto se tornaram púbicos em 27 de outubro de 1981 quando um submarino soviético da classe Whiskey ficou imobilizado em uma área restrita do arquipélago de Karlskrona em um incidente conhecido como “Whiskey on the rocks”. Quando o governo sueco emitiu um forte protesto formal, os soviéticos disseram que na verdade houve um erro de navegação, não intencional. Contudo outro incidente, aconteceu em outubro de 1982, quando submarinos estrangeiros entraram no arquipélago de Estocolmo - outra área militar restrita - e parte desta força penetrou até Harsfjarden, que é a principal base da marinha sueca. Apesar de uma longa caçada que durou cerca de um mês, as unidades suecas não conseguiram pegar nenhum submarino. Fotográficas liberadas mais tarde mostraram os rastros de mar feitos por estes submarinos.Três submarinos tinham conseguido penetrar pelos fiordes da muralha do mar da residência do Rei Carl Gustaf XVI.

Apesar da revelação pública das violações soviéticas das águas territoriais da Suécia, as incursões submarinas continuaram, apesar de todo embaraço público e, de fato, até aumentaram e ficaram mais descaradas. Antes de 1981, os submarinos soviéticos partiam das águas suecas assim que sua presença era detectada; com o passar do tempo eles se comportaram mais arrogantemente e permaneceram dentro da área restrita apesar das atividades navais suecas serem cada vez mais árduas tendo como objetivo reduzir essas operações de infiltração. Durante os anos setenta as violações submarinas tinha acontecido entre duas a nove vezes por ano. Em 1981 elas subiram para 10 e em 1982 a 40. Em 1983 o Chefe da Defesa Sueca informou que houveram 25 certas violações e pelo menos igual número de possíveis violações. Estes dados listados não se referem a meras observações, mas a dados de incidentes completamente analisados, determinando a caracterização final de cada violação, como provável, ou possíveis.
Numerosas tentativas de explicações emergiram para responder a razão destas incursões submarinas soviéticas. Uma grande variedade de missões militares foi sugerida - por exemplo, recolhimento de inteligência sobre as instalações de defesa e condições navegacionais na vizinhança das bases navais suecas; teste de novas armas; e observação de exercícios militares. Foi proposto que as incursões poderiam refletir uma mudança significativa na estratégia operacional da URSS no Báltico, baseado em sua predominância naval nos área. Especularam alguns que os soviéticos estavam tentando procurar abrigos seguros para os seus submarinos lançadores de mísseis nucleares em tempos de crise onde eles seriam dificilmente achados e onde forças ocidentais seriam altamente reservadas ao tentar destruí-los, por estarem tão perto de um país aliado ou de um litoral neutro. Porém, uma idéia também defendida por militares suecos foi que estas missões tinham o objetivo de desembarcar ou recolher equipes das Spetsnaz, que estavam em exercícios de treinamento e familiarização em as águas suecas, e testando as capacidades e técnicas militares suecas de detecção e administração de crises.
Uma comissão sueca encarregada de investigar estes incidentes com os submarinos soviéticos concluiu que a teoria de desembarques de unidades Spetsnaz era uma possível explicação. Um dos vários sinais que apontam nesta direção está no aumento das incursões submarinas na vizinhança de instalações de defesa permanentes na costa sueca; em outros anos, a atividade apareceu mais dirigida para os exercícios da marinha sueca e durante os testes de equipamentos militares. Além disso, Carl Bildt, um membro proeminente da Comissão Submarina Sueca, enfatizou a importância dentro da estratégia soviética de hoje, das forças diversionárias das Spetsnaz, que provavelmente desembarcariam de submarinos para empreender ataques de sabotagem a centros de comando cruciais, como também a instalações vitais, tanto militares como políticas.
Assim, não é improvável - particularmente se levando em conta a falta aparente de sucesso por parte da Suécia de apanhar os intrusos soviéticos - que os russos estariam realizando operações das Spetsnaz, que visavam testar as contingências tomadas pelos suecos em tais situações.
Finalmente, há conseqüências políticas e militares desconcertantes como resultado destas continuas incursões submarinas: os europeus parecem ter se tornado insensíveis às violações, a tal ponto que as mesmas foram relegadas à esfera de ocorrências cotidianas. A publicidade que cerca o relatório sensacional da Comissão Submarina Sueca, foi dissipada e caiu no esquecimento, e as novas incursões agora são tratadas como rotineiras. Como um observador destes incidentes lamentava: "Se a Suécia permite que intrusos operem livremente em águas sensíveis, o primeiro passo terá sido dado no campo psicológico, para a subserviência para com a União Soviética."

Amanhecer vermelho para OTAN?
Com a ênfase crescente na doutrina militar soviética em ganhar uma guerra sob circunstâncias nucleares ou não-nuclear, a União Soviética parece mais inclinada a empreender uma guerra do tipo blitzkrieg, empregando a surpresa e o choque, como meios facilitadores para se alcançar os seus objetivos. E as forças das Spetsnaz seriam extremamente importantes neste contexto. É significativo, entretanto, que um relatório do Congresso dos EUA, intitulado A OTAN e a nova ameaça soviética, apresentado ao Comitê das Forças Armadas em 1977, não fez nenhuma menção ao uso potencial de tais medidas ativas militares. Quando do reconhecimento aberto das operações das Spetsnaz emergiu finalmente no planejamento militar ocidental nos anos 80, uma grande consideração foi dada a estas forças, para se estimar a ameaça soviética à OTAN. Certas vulnerabilidades da OTAN, encorajam os soviéticos a usarem as forças Spetsnaz contra a Europa Ocidental. Como um miscelânea de nações independentes, a OTAN requereria provavelmente muitas horas para se chegar a uma ação unificada diante de um ataque soviético a Europa. Assim, as operações preemptivas – realizando ataques contra alvos militares e políticos – poderiam se mostrar tentadoras, porque os soviéticos puderam perceber que encontrarão pouca resistência inicial enquanto os líderes europeus ocidentais determinam que curso de ação irão tomar. Adicionalmente, os soviéticos e seus aliados do Pacto de Varsóvia tem uma superioridade numérica considerável em forças convencionais, e assim eles podem julgar imperativo remover ou neutralizar as forças nucleares da OTAN antes de um grande assalto militar, deixando a OTAN altamente debilitada e vulnerável as agressões soviéticas.
Em resumo, os soviéticos continuam com seus planos atuais de minar a Europa ocidental internamente, usando organizações que se opõem às políticas ocidentais de defesa, e que são manipuladas ou estão infiltradas por agentes soviéticos. Entretanto, há certas indicações de que os soviéticos atualmente estão reforçando a potencialidade das forças Spetsnaz, que certamente seriam usadas contra a Europa. Assim, enquanto a guerra aberta entre a OTAN e o Pacto de Varsóvia não eclodir na Europa, os planejadores militares ocidentais devem aproveitar o seu tempo para se prepararem para combater contra a presença de forças das Spetsnaz na sua retaguarda quando a guerra ocorrer.